De acordo com a Convenção sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, adotada em 20 de outubro de 2005 pela Unesco – Organização das Nações Unidas para a Educação a Ciência e a Cultura, e ratificada pelo Brasil por meio do Decreto Legislativo 485/2006, diversidade cultural refere-se à multiplicidade de formas pelas quais as culturas dos grupos e sociedades encontram sua expressão.
Falar em diversidade cultural remete diretamente ao Brasil. E dentre as capitais brasileiras que mais se destacam neste sentido, está, sem dúvida, Salvador. A capital baiana tem um trunfo que nenhuma outra cidade brasileira tem: suas conexões explícitas com a África, na comida, dança, música e fé.
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| Olodum no Carnaval de Salvador. Foto: Agnaldo Novais/Agecom |
Com 80% da população negra, a cidade é no mundo uma das que mais preservam as cores e sons do continente de seus ancestrais escravos. Ao mesmo tempo, não deixa de renovar suas crenças diariamente, como pode ser visto no sincretismo da religião, em terreiros ou igrejas, na capoeira e na simpatia das baianas.
O turista que aqui chega logo se encanta. Nas ladeiras do Pelourinho, no Rio Vermelho de Jorge Amado, na Cidade Baixa dos traços sem pudor de Carybé, na Itapuã de Caymmi e nos tambores africanos que ressoam no Carnaval e nos mais de 200 terreiros de candomblé da cidade.
| Ladeiras do Pelourinho no Centro Histórico de Salvador |
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| Artesanato do distrito de Maragogipinho no Recôncavo Baiano |
E com a aproximação da Copa do Mundo de 2014, o turista que aqui chegar irá se deparar com esses e outros atrativos ligados à cultura afro-baiana, como a culinária e o artesanato. Uma dica, por exemplo, é ir visitar o Instituto Mauá, no Pelourinho, por que tem todo tipo de peças feitas por artesãos do Estado. Dá pra encontrar desde simples colares e enfeites, até grandes móveis e espelhos.
E quando bater aquela vontade de sentir o “gostinho” da África Bahia, Salvador tem boas opções, que unem gastronomia e cultura ao mesmo tempo, como o restaurante Coliseu, também no Pelô, onde tem apresentação de dançarinos com coreografias que enfatizam as danças dos orixás e outras manifestações, como puxada de rede e samba de roda do Recôncavo Baiano.
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